Deixo um convite aberto a todos: seguir o @artfashins, meu novo IG voltado à arte, moda e inspirações diversas - como o próprio nome já sugere. Hope you guys like it! ✨ Ver em alta resolução

Deixo um convite aberto a todos: seguir o @artfashins, meu novo IG voltado à arte, moda e inspirações diversas - como o próprio nome já sugere. Hope you guys like it! ✨

DEVERIA TER ACEITADO O BIFE

Pensei: estou com fome. Minha mãe havia se oferecido para preparar um bife para mim horas antes. Mas eu não aceitei. Droga. Agora: capeletti ao molho branco; penne ao alho e óleo, ou vamos só de bife mesmo? De qualquer forma, um bom vinho branco gelado acompanhará. Mas são quase 3hs da manhã! Imagine quantas calorias – extras, vale lembrar – vou ingerir só por estar comendo a essa hora da noite (ou manhã, whatever). Tipo castigo divino mesmo. Distrair. Preciso me distrair; assim a fome passa.

Instagram. Esse é praticamente o único ser onipresente – em minha humilde opinião – que permeia a nossa sociedade. Estamos comendo, mas sabemos que ele está ali – a um toque de distância, literalmente –; estamos estudando, mas sabemos que ele está ali, muito mais interessante; estamos descansando (tentando), mas sabemos que ele está ali, de braços dados com a insônia. Decido usar deste artifício para fazer a fome passar. Droga. A primeira foto que vejo é justamente de uma massa suculenta com algum molho que, com certeza, deve ser muito bom. Eis que, para minha surpresa, acabo me distraindo com alguns ig’s de moda e afins. Nada bom. Aquela (outra) vontade súbita aparece. Sim, o que, nas palavras dos meus pais, é o que me levará à ruína; o que na opinião de nós, mulheres, é algo inofensivo e delicioso, e que em minha opinião, it’s fucking good I don’t know why. SIM. Estou falando do desejo impulsivo, sórdido e inexplicável por fazer compras.

Mas comprar exatamente o que? Isso realmente não importa. O que aflige, incômoda e inflama mesmo é o desejo. O que comprar aparece de acordo com a ocasião (lembrar de não confundir com necessidade*). No drama em questão, mil coisas me pareceram inadiavelmente importantes para serem adquiridas. Por exemplo, uma bendita de uma nova capinha para o meu celular, já que é graças a ela que muitas desgraças já foram evitadas. Mas espera aí, uma capinha – e, diga-se de passagem, for “””SALE””” – de uma boutique de SP, que sabe só Deus o nome, custando míseros R$ 285? Ok, meu amado celular vai ter que esperar. Mas já vou entrar em outro site para pesquisar outr… MEU DEUS! Para tudo! Entrei no site daquela marca que tinha aquela t-shirt cropped com a frase mais eu da vida e não é que me deparei com a própria?! Sim! Ela tinha esgotado no meu tamanho e agora voltou, só por minha causa. E que sorte a minha, ainda está na promoção por R$ 80 e uns caquerados. Ok, vou comprar. Adicionar ao carrinho – Preencher o cadastro do site – Adicionar forma de pagamento – Finali… Wait. Preciso dar um check no Instagram. Para quê ser tão onipresente…

Olha, mas isso de fuçar/garimpar/comprar distrai mesmo hein. Hora de dar uma olhadinha no site em que fiz a minha última online-shop para ver se está tudo certo com a tão aguardada encomenda. E confesso, para dar uma olhadinha naqueles outros modelos que decidir esperar por comprar – vai que a coragem aparece, né? Mas pera aí, nunca comprei nesse site antes… Preciso enfiar logo esse cartão de crédito na carteira para não fazer besteiras. Vai que eles nem entregam o que eu já encomendei! Credo.

No fim, acabei que nem comprei nada. É, nada. E muitas, mas principalmente muitos, devem estar pensando: o nome disso é futilidade. Ah, meus caros, como eu queria que isso fosse só e tão somente futilidade.

Esse impulso/desejo, que inicialmente citei, por compras, no fundo, talvez seja só uma tentativa frustrada, um tiro às escuras, uma reação humana involuntária e desesperada, para suprir uma coisinha insistente, que está sempre ali; aquele maldito vazio. No fundo, talvez esse impulso/desejo, para adquirir coisas novas e efusivas, seja justamente um mecanismo que o nosso “eu” desajustado criou para tentar suprir aquela coisinha – que assim como o Instagram, se faz onipresente.

Fome. Lembrei que estou com fome. Mas agora já são quase 4hs da manhã. Distrair… Preciso me distrair… Mas com o que, meu Deus? Instagram. Moda. Compras. Não.

Se duvidar, nem com fome eu estou. É só mais um desses truques sórdidos do meu “eu” desajustado para tentar suprir aquela coisinha. Talvez. Talvez seja só fome; talvez seja só a verdadeira necessidade (ainda oculta) de adquirir algo novo; talvez seja mesmo o tal do mecanismo; talvez… Talvez seja só talvez.

Buona notte.

We’re up all night 2 get lucky #4goodfun #deeplyinlove #DaftPunk #RandomAcessMemories Ver em alta resolução

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